aniversário escola sindical

Adilson Pereira dos Santos, coordenador geral da Escola Sindical 7 de Outubro, faz um balanço da gestão política da Escola Sindical: temos passado, presente e futuro!

Escrito por: Adilson Pereira dos Santos, coordenador geral da Escola Sindical 7 de Outubro

A Escola Sindical 7 de Outubro comemora seus 31 anos de existência no dia 29 de agosto de 2018. Nesta ocasião muito especial, apresentamos um balanço positivo da gestão política da Escola Sindical, que nos leva a crer que temos muitos motivos para celebrar esse aniversário junto com os e as trabalhadoras do movimento sindical e dos movimentos sociais. Uma classe trabalhadora combativa que sempre se encontra presente aqui à Escola Sindical, espaço de resistência e educação libertadora.

Num contexto nacional marcado pelo recrudescimento do neoliberalismo, com fortes ataques aos direitos dos trabalhadores e criminalização dos sindicatos e movimentos sociais, estamos nos reinventando graças à solidariedade de classe.

Por mais que a contrarreforma trabalhista seja uma forma deste governo antipopular combater as organizações sindicais da classe trabalhadora, a solidariedade dos trabalhadores é uma arma muito mais poderosa para a construção da resistência contra a hegemonia do capital e da agenda neoliberal em curso.

Nesse sentido, agradecemos ao SIND-UTE, ao SINTTEL-MG, ao SINDIELETRO-MG, à CNM/CUT, ao STIMEIC-MG, ao SINTER-MG e ao SINDIBEL-MG a participação na campanha de revitalização da Escola Sindical 7 de Outubro, mesmo enfrentando contingência nas finanças sindicais.

Com o apoio da CUT-Brasil, conseguimos revitalizar todo o 7º andar do alojamento da Escola Sindical. Os quartos foram adequados para atender as novas exigências de funcionalidade e conforto.

Esse processo de revitalização também alcançou o auditório e as salas de aula, sendo que em uma delas se realiza as aulas da turma de mestrado profissional em Estado, Governo e Políticas Públicas da Fundação Perseu Abramo/FLACSO, com 100 estudantes de vários estados. Cortinas, pequenas reformas e equipamentos audiovisuais mudaram o ambiente e a possibilidade de atividades formativas nas salas de aula e no auditório da Escola Sindical.

Novos equipamentos para a lavanderia, cozinha e administrativo otimizam o trabalho dos funcionários da Escola Sindical. Acreditamos que garantir boas condições de trabalho é fundamental para atender as necessidades de funcionários e também para melhorar o atendimento das demandas de locação das entidades sindicais e movimentos populares, que utilizam nosso espaço e serviços.

No campo da formação, estamos com a agenda lotada de atividades, dentro e fora da Escola Sindical. Mesmo com a redução de equipe e dos recursos do Plano Nacional de Formação da CUT para os programas formativos, desde janeiro de 2018, já realizamos 21 atividades formativas, em parceria com as CUTs Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, sindicatos e federações CUTistas. Uma média de 3 atividades por mês, de janeiro a agosto. Com isso, já atingimos mais de 250 dirigentes e militantes sindicais, por meio da ação formativa voltada para o fortalecimento do sindicalismo combativo, classista e democrático.

A Escola Sindical também abrigou nesse período importantes eventos do movimento sindical, das organizações populares e dos partidos de esquerda. No Congresso do MAB, tivemos a participação de militantes camponeses, da reforma agrária e da ex-presidenta da República Dilma Rousseff. A Caravana do Semiárido brasileiro contra a fome com cerca de 100 militantes de organizados pela ASA, MST, Levante Popular da Juventude. A CUT-Brasil e as CUTs de Minas Gerais e Espírito Santo fizeram o lançamento interestadual da Plataforma da Classe Trabalhadora para as eleições de 2018 com mais de 100 dirigentes sindicais.

Estamos também assumindo a tarefa de contribuir com a Secretaria Nacional de Formação da CUT na organização da 4ª Conferência Nacional de Formação da Central, prevista para acontecer entre os dias 27 e 31 de maio de 2019, em Belo Horizonte-MG.

Temos um passado construído pela iniciativa dos trabalhadores mineiros e brasileiros, com a fundação da Escola Sindical em 29 de agosto de 1987, e a solidariedade de classe entre trabalhadores brasileiros e italianos que ergueu o prédio da primeira e maior escola de formação do sindicalismo CUTista.

Temos um presente que nos desafia a potencializar a luta de resistência para derrotar a hegemonia do projeto neoliberal no Brasil.

Temos um futuro para avançar na formação sindical dos e das trabalhadoras do campo e das cidades como instrumento de conscientização e luta da classe contra a ofensiva capitalista, perspectivando o socialismo.

 

Parabéns à CUT pelos seus 35 anos de lutas! Vida longa à Escola Sindical 7 de Outubro!

 

Coordenação Executiva da Escola Sindical 7 de Outubro

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