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O curso amplia a formação técnica e política dos dirigentes e possibilita a formação sindical como instrumento fortalecimento da luta por condições dignas de trabalho

Cerca de 20 dirigentes sindicais se reuniram de 12 a 14 de setembro na Escola Sindical 7 de Outubro, para a conclusão do curso de Formação de Formadores, promovido pela Secretaria Nacional de Formação Sindical da CUT. O 4º e último módulo do curso contou com a participação da representante sindical de Januária, Fernanda Maia e do diretor da base Triângulo, Carlos Miguel Couto.

Os sindicalistas puderam trocar conhecimentos com dirigentes sindicais formados no curso anterior, que já estão atuando como formadores.  Osvair Diniz, vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Juiz de Fora e Região (STIM), falou sobre o papel orgânico na luta sindical e popular e a importância da troca entre trabalhadores para construir estratégias de fortalecimento das categorias e construção de novos quadros para a atuação sindical. Rogério Mamão, coordenador de formação do Sindsep-MG, conversou com os sindicalistas sobre a Industria 4.0: futuro do trabalho e os desafios do trabalho do futuro, que vem sendo reconstruído com a iminente quarta revolução industrial.

Durante o último módulo de atividades, os sindicalistas discutiram ainda os desafios enfrentados na ação político-sindical dos trabalhadores, frente ao cenário de retirada de direitos e perseguição à classe trabalhadora, que enfrenta desafios como a precarização de trabalho promovida pela reforma trabalhista e a aprovação da terceirização irrestrita. Outro ponto abordado foi a experiência de formação sindical na agricultura familiar com a participação de Lucimar Martins, coordenadora da FETRAF/CUT-MG.

Os dirigentes sindicais participaram do curso com o objetivo de buscar o aperfeiçoamento e se preparar para representar os trabalhadores de suas bases. Para Fernanda Maia, formação e prática devem andar juntas: “a formação sindical começa aqui, com esse curso para renovação do conhecimento, mas o principal objetivo é a prática, lutando, debatendo, buscando saídas para os problemas que enfrentamos. A prática da formação no dia a dia é essencial, principalmente para nós, que prestamos um serviço público, que precisa de condições de trabalho, salário digno e que representa um papel fundamental de servir à sociedade”.

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Carlos Miguel, diretor da base Triângulo, avalia a preparação dos dirigentes sindicais para atuação nas bases: “a formação sindical representa a força do trabalhador. Acredito que só podemos enfrentar os desafios que estão sendo colocados, com informação e formação. Precisamos estar preparados para conquistar novos direitos e lutar pelos que a classe trabalhadora já garantiu, por meio de muita luta”, completou Carlos Miguel.

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 O SINTER-MG acredita que a capacitação é fundamental para que líderes sindicais estejam preparados para enfrentar os desafios do novo mundo do trabalho. Por isso, vem capacitando seus dirigentes, pois só com educação os trabalhadores vão entender seu espaço e construir formas de resistência por seus direitos.

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