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Entidades representativas dos trabalhadores da Extensão Rural se reuniram nos dias 25 e 26 para concluir o Plano Nacional de Formação dos Trabalhadores da Assistência Técnica e Extensão Rural, Pesquisa Pública e Tecnologia do Setor Público Agrícola. O grupo se reuniu na Escola Sindical 7 de Outubro, em Belo Horizonte.

O Plano de Formação está sendo organizado pela  Federação Nacional dos Trabalhadores em Assistência Técnica e Extensão Rural e do Setor Público Agrícola do Brasil (FASER), e conta com a presença de Carlos de Carvalho, coordenador geral da Federação,  representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (SINTER-MG), Associação dos Servidores do Incaper (ASSIN- ES), Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Agricultura e Meio Ambiente do Estado de Pernambuco (SINTAPE), Sindicato dos Trabalhadores em Assistência Técnica e Extensão Rural da Paraíba (SINTER-PB).

A intenção da FASER é construir o plano de formação baseado em um processo nacionalmente articulado de formação dos trabalhadores da ATER, dirigentes sindicais e de multiplicadores propiciando um pensamento crítico da formação histórico-social do Brasil e os impactos nas lutas da classe trabalhadora. A intenção é preparar os trabalhadores para o enfrentamento de problemáticas que fragilizam a categoria como: ausência de identidade coletiva dos trabalhadores, estratégia organizativa e de ação política das entidades, formação de novos quadros dirigentes para o fortalecimento da gestão sindical democrática, participativa e eficiente e sustentabilidade da extensão rural e pesquisa agrícola públicas, assim como debater sobre a perda de direitos conquistados há décadas pelos movimentos sindicais e de trabalhadores, debatendo formas de recuperação e de luta por novos direitos, buscando a garantia da qualidade de vida e de trabalho.

O principal questionamento que se coloca é pensar qual o futuro da ATER no Brasil? E qual o futuro dos cerca de 22 mil trabalhadores que atuam na extensão e pesquisa pública? É preciso ainda, combater a reforma anti-trabalhista, a antirreforma da previdência social e a onda reacionária da extrema direita, que dissemina valores antidemocráticos e de discriminação de minorias, como quilombolas ou indígenas, objetivando com o enfrentamento, evitar a implantação de políticas que trarão retrocessos inimagináveis para a realidade do campo.

A construção do plano deve ser concluída ainda no dia 26/10 e a apresentação do mesmo se dará em reunião do Conselho Deliberativo da Faser, como parte da programação do CONFASER, no mês de novembro. O Plano norteará as ações da próxima gestão da Federação, dando prioridade aos processos de luta contra a ofensiva aos direitos trabalhistas, além da defesa e promoção da ATER pública.

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