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Debate foi levantando durante mais um encontro, realizado para aproximar trabalhadores e Sindicato.

Em resposta à agenda de retirada de direitos do governo federal e visando elevar o nível de consciência crítica e política dos trabalhadores e dirigentes sindicais, o SINTER-MG vem intensificando suas ações de formação sindical em todo o Estado. No último sábado, 2/12, o encontro aconteceu em Fortuna de Minas e contou com a participação, pelo SINTER-MG, do diretor da base Centro, Lúcio Passos, diretor financeiro Noé Fernandes, representante sindical de Curvelo, Marilson Dalla, representante de Belo Horizonte, Silmara Campos e o conselheiro fiscal, Afrânio Nogueira, além de trabalhadores de várias cidades da região central do Estado.

Formação Sindical em Fortuna de Minas nov17 (24)

Como convidada, a economista do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos (Dieese), Maria de Fátima Lages Guerra, explicou ponto a ponto as mudanças contidas na reforma trabalhista e falou ainda sobre a emenda constitucional que congelou os gastos públicos por 20 anos e as consequências da terceirização, também aprovada no governo Temer.

Para Fátima, a reforma trabalhista altera profundamente as relações de trabalho como conhecemos: “A reforma se fundamenta em reduzir a proteção institucional aos trabalhadores, por parte do Estado e do Sindicato, aumentando as garantias e autonomia das empresas nas relações de trabalho, diminuindo custos e aumentando a flexibilidade. Os governantes pró mercado criaram uma lógica que inverte a condição do trabalhador de hipossuficiente para hipersuficiente, ou seja, coloca o empregado em igualdade de forças com o empregador, o que não é a realidade.”

Formação Sindical em Fortuna de Minas nov17 (20)

Maria de Fátima Lages Guerra – Economista do Dieese

Para Walfrido Machado, coordenador técnico em Sete Lagoas, a precarização já vem acontecendo na Emater há vários anos: “Há sobrecarga de trabalho, dificuldade em conciliar viagens, metas exorbitantes e vida pessoal, condições de trabalho degradantes com técnicos atendendo vários municípios. Precisamos discutir questões para além, simplesmente do nosso acordo coletivo. Precisamos unir forças com o Sindicato e fazer com que o nosso diálogo se torne rotina e possamos discutir temas mais abrangentes, como por exemplo, nossa função como extensionistas. Quem está pensando a Emater para nós? Quem está discutindo a extensão? Precisamos aumentar ainda mais a nossa representatividade para discutirmos a extensão que queremos.”

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Walfrido Machado – ” A precarização já vem sendo implantada há muito tempo na Emater-MG”.

Lúcio Passos, diretor da base Centro, defendeu que promover reformas é importante, mas é preciso reformar para melhorar, não para retirar direitos já conquistados, é preciso reformar ouvindo o trabalhador: “Foi implantada uma reforma que, entre seus vários retrocessos, condena as mulheres a uma condição precária de trabalho. Além da jornada dupla, que é praticada pela grande maioria, elas ainda estão sendo condenadas por serem mães e estão perdendo os poucos direitos conquistados.”

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Lúcio Passos

Os representantes do Sindicato aproveitaram a oportunidade para esclarecer algumas dúvidas em relação ao Sindicato, como por exemplo, o sistema de direção colegiada, que inibe perseguição aos representantes dos trabalhadores e convidaram os trabalhadores a ficarem a par do acordo coletivo, para saber seus direitos, que são amplos, importantes e vão muito além das questões salariais. Foram sanadas ainda, dúvidas sobre a Ceres, com o conselheiro fiscal, Afrânio Nogueira.

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Afrânio Nogueira

 

Notas Técnicas Dieese: Nota 178: A Reforma Trabalhista e os impactos para as relações de trabalho no Brasil

Nota 179: Relações de trabalho sem proteção: de volta ao período anterior a 1930?

 

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