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O SINTER-MG, Sindicato dos Trabalhadores da Extensão Rural de Minas Gerais vem lutando contra as reformas que retiram direitos dos trabalhadores e de toda a população. Apesar do grande esforço do Sindicato, trabalhadores, centrais sindicais, movimentos sociais e diversas frentes de luta, algumas dessas reformas foram aprovadas e já começam a dar sinais do quão prejudiciais elas são para os direitos sociais e trabalhistas.

Reforma Trabalhista – Projeto de Lei que modificou a legislação trabalhista sem nenhuma consulta aos trabalhadores ou à sociedade. As mudanças trazem perdas e flexibilização de direitos e vários pontos inconstitucionais que atacam as bases dos direitos trabalhistas, vigentes desde 1943. Além disso, foi promovida uma série de ataques aos sindicatos, com objetivo de enfraquecimento dos mesmos, e diminuição do poder de atuação dos trabalhadores.

PEC 241 – Também conhecida como PEC do Teto dos gastos, a PEC limita, desde 2017, as despesas primárias do Estado – educação, saúde, infraestrutura, segurança, funcionalismo e outros – criando um teto para essas despesas, durante vinte anos. Significa que pelos próximos 20 anos não haverá aumento real de investimento nas áreas mais importantes para a população.

Terceirização Irrestrita – A partir da decisão do STF neste mês, todas as atividades de uma empresa, incluindo a chamada atividade-fim podem ser terceirizadas, ou seja, os trabalhadores perdem seus direitos, recebem salários piores e não têm garantidas condições mínimas de trabalho. De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário de trabalhadores terceirizados é 24% menor do que o dos empregados formais, terceirizados trabalham, em média, 3 horas a mais por semana do que contratados diretamente e são os trabalhadores que mais sofrem acidentes de trabalho.

Conseguimos barrar temporariamente a Reforma da Previdência, outro grande retrocesso que obrigará o trabalhador a permanecer mais tempo no emprego para pagar a conta das grandes empresas que devem à previdência.

O SINTER-MG reforça o posicionamento de entidades que se declararam contra tais retrocessos, como a CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, lembrando que grande parte dos deputados favoráveis às reformas que ceifaram direitos estão concorrendo à reeleição e é dever do Sindicato mostrar aos trabalhadores quem são seus algozes, que, inclusive, já estão comprometidos com a reforma da Previdência.

Não reeleja quem é contra a classe trabalhadora. Busque alternativas e vote em candidatos que tenham compromisso com direitos que foram conquistados à base de muita luta.

Confira quais parlamentares votaram contra o trabalhador e a favor dos grandes empresários:

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