Fotos Oficina de elaboração Plano Nacional de Formação Sindical (2)

Entre 18 e 21 de junho, dirigentes de entidades representativas dos trabalhadores da Assistência Técnica e Extensão Rural, Pesquisa Pública e Tecnologia do Setor Público Agrícola estarão reunidos, na Escola Sindical 7 de Outubro, em Belo Horizonte, para discutir e iniciar a criação do Plano Nacional de Formação dos (as) trabalhadores (as) de ATER. O processo de Formação está sendo pensado como um instrumento de preparação dos trabalhadores em extensão para a  formação sindical nas bases e para os desafios sociais e enfrentamento ao desmonte de direitos trabalhistas e sociais vividos atualmente.

Os trabalhos estão sendo conduzidos pelo educador da Escola 7,  Emanoel Sobrinho e participam no primeiro dia, o coordenador geral  da Federação Nacional dos Trabalhadores em Assistência Técnica e Extensão Rural e do Setor Público Agrícola do Brasil (Faser), Carlos de Carvalho, representantes das entidades representativas dos trabalhadores: Sindicato dos Trabalhadores em Extensão Rural do estado de Minas Gerais (SINTER-MG), Associação dos Servidores do Incaper (Assin- ES), Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Agricultura e Meio Ambiente do Estado de Pernambuco (Sintape), Sindicato dos Trabalhadores em Assistência Técnica e Extensão Rural da Paraíba (SINTER-PB), Associação dos Servidores da ASCAR/EMATER Rio Grande do Sul (ASAE), a coordenadora geral da Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Agricultura Familiar do Brasil (Fetraf) e Secretária de Mulheres Trabalhadoras da CUT-MG, Lucimar Martins.

O plano de Formação foi proposto pelo SINTER-MG e pela FASER, com o objetivo de organizar a formação dos dirigentes e assessores de formação da FASER, construindo um espaço para troca de experiências, de forma a pensar o fortalecimento e ampliação da base de representação sindical das suas entidades filiadas, a nível nacional.

Os participantes, em sua maioria, já participaram do Curso de Formação de Formadores da CUT e contribuem com suas experiências regionais, para a construção do Plano de Formação Sindical nacional, com o objetivo de identificar os principais desafios político-organizativos, que impactam os trabalhadores da ATER e Pesquisa Pública Agrícola no Brasil e o desenvolvimento no campo.

Para o coordenador geral da FASER, Carlos de Carvalho, se faz urgente a elaboração de um planejamento para trabalhar a formação, com a criação de um Plano formativo na FASER, que dê prioridade, principalmente, aos processos de luta contra a ofensiva aos direitos trabalhistas e defesa da ATER pública.

O diretor de formação sindical do SINTER-MG, Ronaldo Aquino, ressalta a contribuição de cada estado para a construção de um curso de formação que discuta as diferentes realidades enfrentadas pelos trabalhadores de ATER no Brasil: “conhecer a realidade da Extensão rural de cada estado é importante para trazer para o Plano de Formação, discussões construtivas para se combater a situação assustadora que vive a ATER, a Pesquisa Pública e seus trabalhadores no País. Nós, trabalhadores, não temos oportunidade para discutir e pensar a extensão rural. Que este momento sirva somente para que reflitamos, não só a formação sindical, mas será nossa contribuição na reconstrução das Empresas de Extensão Rural. Temos que buscar qualidade de vida para os agricultores e também para nós, trabalhadores da extensão”.

Em análise sobre a importância de um Plano de Formação, os dirigentes presentes avaliam a iniciativa e a contribuição da formação sindical para a construção de uma resistência nacional dos trabalhadores em ATER:

“Pensarmos uma atividade formativa é extremamente importante para o movimento sindical e para a sobrevivência dos trabalhadores, enquanto classe e de cada um de nós, enquanto cidadãos”.  Adailton Severino de Melo (SINTAPE-PE)

“Criar um plano nacional de Formação é imprescindível para que estejamos preparados para os desafios que se colocam para nós diariamente. É importante lembrar que temos que levar tal formação para fora do ambiente de trabalho. Formar a base é importante, mas com educação social, podemos mudar a situação ameaçadora que se coloca para todos.” Aminadable Silva  (SINTAPE-PE)

“Sempre fui ativista na questão de gênero e a formação sindical me deixou mais empoderada para dar prosseguimento ao trabalho. Vamos buscar trabalhar aqui uma agenda positiva ao longo das discussões, para garantir a construção de um Plano que prepare os trabalhadores e lhes traga consciência do momento desafiador pelo qual estamos passando.” Maria Betânia Costa (SINTER-PB)

“O objetivo do curso é dialogar com a especificidade da ATER. Há uma relação muito próxima entre a pedagogia Freiriana e a essência da Extensão, e nosso maior  desafio, enquanto formadores, será trabalhar para que  os colegas tenham o entendimento desta essência.” Samir Seródio Rangel ( ASSIN-ES)

“Estamos vivenciando um grave momento de desmonte do serviço público no Brasil e a ATER pública não foge a esta realidade. A elaboração de um Plano formativo dos Trabalhadores, por meio da Faser, com a contribuição de representantes de trabalhadores da extensão rural de vários estados busca promover a consciência crítica dos trabalhadores, empoderando-os para a luta contra a retirada de direitos e para a defesa da ATER pública e de qualidade em nosso País.” Janya Costa – Diretora de Comunicação e Cultura (SINTER-MG)

Após as contribuições dos formadores, a oficina terá continuidade com discussões sobre as transformações no mundo do trabalho, e no campo brasileiro, conversas com movimentos sociais como Movimento dos Sem Terra (MST), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e  também com economistas do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), além da formulação didático-metodológica com foco nas atividades, temas, métodos, técnicas e recursos didáticos da proposta de formação sindical nacional.

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