votacao22-03-2018

O Sindicato dos Trabalhadores em Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais – SINTER-MG, declara apoio à greve das educadoras e educadores do Estado, iniciada no dia 8 de março e que permanecem com as atividades paralisadas por tempo indeterminado. A greve é um instrumento legítimo de luta dos trabalhadores, garantido pela Constituição da República e  representa a busca por condições dignas de trabalho e cumprimento das obrigações mínimas do Estado com uma educação de qualidade, a começar pela valorização dos profissionais que nela atuam.

Acreditamos que toda mobilização por melhoria é justa. Sabemos que a greve só ocorre após esgotadas todas as chances de negociação e não haver outros recursos para se manter o diálogo. A situação precária dos professores é um retrato do funcionalismo público no Estado, que tem descumpridos seus acordos, vivenciam atrasos e parcelamento de salários, o desinteresse pelas negociações coletivas, dentre outras atitudes de descaso por parte do governo. O SINTER-MG repudia a política de desvalorização e negligência adotada pelo governo de Minas, com iniciativas que ignoram as necessidades dos servidores concursados, inclusive, os próprios trabalhadores da extensão rural e diversas outras categorias.

O SINTER-MG entende ainda, que a educação é o caminho mais importante para a formação da sociedade pela qual lutamos, não violenta, justa, igualitária e solidária. E, por isso, é imprescindível que os trabalhadores sejam tratados com dignidade, pois são um instrumento fundamental no processo de formação das pessoas. E por assim entender, o SINTER-MG  reafirma seu apoio a essa luta tão essencial. O SINTER-MG chama a atenção dos trabalhadores para os tempos de desmontes de direitos vividos atualmente, especialmente os trabalhistas, e reforça que, somente pela união dos trabalhadores e movimentos sociais será possível combater tais retrocessos.

Entenda a luta dos profissionais em educação

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A greve dos/as trabalhadores/as em educação foi deflagrada no último dia 08 de março. A luta tem os seguintes eixos: o pagamento do Piso Salarial conforme Acordo assinado entre o Sindicato e o governo do Estado, fim do parcelamento dos salários e do 13º, pelo cumprimento dos acordos assinados e atendimento de qualidade pelo Ipsemg.

Em 2015, após sete anos de lutas pelo pagamento do Piso Salarial, três grandes e intensas greve, dois acordos descumpridos pelos governos, finalmente, a categoria conquistou uma lei estadual com a política do Piso Salarial Profissional Nacional.

A Lei Estadual 21.710/15 garantiu o pagamento de vencimento básico e não mais o subsídio, os reajustes anuais do Piso e estabeleceu uma política de pagamento e incorporações de abonos para que, em julho de 2018, finalmente, o Governo de Minas pague o Piso Salarial.

Desta forma, a categoria aceitou um processo de longo prazo, abriu mão, naquele momento, de várias outras questões salariais e de carreira com o objetivo de conquistar o Piso Salarial. Importante destacar que ao conquistar uma lei, seria possível evitar o desgaste de iniciar a mesma luta a cada ano, garantindo uma política permanente.  No entanto, contrariando a legislação estadual e o próprio acordo assinado, o governo estadual acumulou dois reajustes (2017 e 2018) sem o pagamento à categoria.

Se forem consideradas as recentes decisões sobre parcelamento do 13º salário, adiamento do ano escolar, escalas de pagamento, suspensão das nomeações de concurso, além do não cumprimento dos reajustes do Piso Salarial e outras questões dos Acordos assinados, conclui-se que a posição do governo foi a de não realizar mais negociação com a categoria.

Foi com este contexto, além dos limites impostos pela legislação eleitoral, que o Conselho Geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) convocou a primeira assembleia estadual já para o primeiro mês do ano escolar e com indicativo de greve, no dia 8 de março.

Confira no site do SindUTE as ações dos professores em greve desde o dia 8 de março

 

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