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Representantes do SINTER-MG recebem profissionais da Extensão Rural de todo o País no Congresso Nacional Extraordinário dos Trabalhadores da Assistência Técnica e Extensão Rural e do Setor Público Agrícola do Brasil. O Congresso acontece dos dias 22 a 24 de novembro e foi organizado pela Federação Nacional dos Trabalhadores da Assistência Técnica e Extensão Rural e do Setor Público Agrícola do Brasil (FASER), com o objetivo de promover uma reflexão sobre o cenário de retrocessos impostos aos trabalhadores no Brasil.

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O Congresso foi organizado de forma a se discutir os rumos da extensão rural no País, estratégias de luta pela recuperação dos direitos e enfrentamento à precarização do sistema público de ATER e pesquisa, no cenário atual. Os presentes conferem debates com temas de grande importância para os trabalhadores. O coordenador técnico do DIEESE, Fernando Duarte, convidado pelo Sinter-MG, discorreu sobre a conjuntura nacional e novas posturas sindicais (novo sindicalismo) no contexto atual e futuro.  Na visão de Fernando, é preciso estar atento aos recursos do Movimento Sindical, que está sendo duramente atacado pelo patronato, na reforma trabalhista. Ainda de acordo com o economista, é preciso reforçar aos trabalhadores a importância da representação sindical e do coletivo. O grande desafio é se reorganizar, planejar e debater amplamente formas de enfrentamento.

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Coordenador técnico do DIEESE, Fernando Duarte

Outro tema debatido foi ATER pública como política de Estado – perspectivas e desafios para a sua estruturação e reduzir desigualdades sociais no campo. O debate foi conduzido pela professora da Universidade Federal de Santa Maria, Vivien Diesel. Para Vivien, mais do que nunca, é preciso saber quem, de fato, se identifica e defende a ATER pública de qualidade e pensar formas de se garantir que a Extensão seja direcionada para agricultores familiares, ribeirinhos, pescadores, indígenas, quilombolas e extrativistas.

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Professora da Universidade Federal de Santa Maria, Vivien Diesel

Jose Cláudio Pereira, representante do Sindicato dos Trabalhadores em Extensão Rural da Paraíba (SINTER-PB), reforçou que a ATER pública continuada, de qualidade, deve ser pensada de forma a valorizar extensionistas, e incentivá-los a atender o verdadeiro público da extensão rural pública, que são os agricultores familiares, trazendo o olhar para a extensão rural do pequeno produtor  e, além disso, desconstruir essa perspectiva de inovação do ponto de vista apenas da mecanização.

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Jose Claudio Pereira – representante SINTER-PA

Carlos Jose de Carvalho, presidente da FASER, ressaltou a falta de compromisso do Governo com a classe trabalhadora e o momento de incertezas, o qual exige organização e transformação de propostas em políticas públicas que serão colocadas para a sociedade, para reconstruir o que está sendo desmontado pelo governo atual: “sairemos daqui pavimentando novos caminhos para os trabalhadores da extensão rural”.

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Coordenador geral da FASER, Carlos Carvalho

Carlos Augusto de Carvalho, diretor geral do SINTER-MG, chamou os extensionistas a refletirem sobre a grave situação enfrentada pela ATER, para construir alternativas de superação: “sabemos que a crise de enorme dimensão que estamos vivenciando nos campos  político, econômico, ético e moral nos faz indignar, mas tal sentimento tem de se transformar em energia, para que possamos nos unir na RESISTÊNCIA, pois só assim construiremos um outro tempo”

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Diretor Geral do SINTER, Carlos Augusto de Carvalho

O Congresso extraordinário teve ainda o objetivo de reformar e aprovar o Estatuto da Federação, já pensando nas adequações à nova conjuntura nacional. O grupo aproveitou a oportunidade também para iniciar os preparativos para o XIII Confaser, que acontecerá em 2018, no Espírito Santo, e contará com quatro delegados do SINTER-MG, representando os trabalhadores da Extensão Rural de Minas.

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