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Responsável pela barragem que rompeu em Brumadinho, Vale ainda responde na Justiça por desastre em Mariana

Vale fechou acordo com MP de Minas para o pagamento de indenizações, mas ação na Justiça Federal ainda não teve julgamento; desastre ambiental de 2015 foi o pior já ocorrido no Brasil.

O rompimento de uma barragem da Vale em Brumadinho (MG), na Região Metropolitana de Belo Horizonte, nesta sexta-feira (25), ocorre pouco mais de três anos após a tragédia em Mariana (MG). Em 2015, o rompimento de uma barragem da Samarco (cujas donas são a Vale e a BHP Billiton) fez com que as empresas se tornassem alvo de ações na Justiça, com os afetados ainda na espera por reparação.

A Vale já é ré uma ação da Justiça Federal desde 2016, ao lado da Samarco e da BHP, em uma ação por homicídios e crimes ambientais. Até o final de 2018, essa ação seguia correndo na comarca de Ponte Nova, na Zona da Mata, sem que os réus tenham sido julgados.Mas essa não é a única ação movida contra a Vale na Justiça após a tragédia em Mariana – que ficou marcado como o pior desastre ambiental já registrado no Brasil. Em outubro de 2018, a Samarco, a Vale e a BHP conseguiram fechar um acordo com o Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG) para o pagamento de indenizações aos familiares das pessoas que morreram e àqueles que perderam suas casas e outras propriedades.

A tragédia de 2015 ocorreu na barragem de Fundão, provocando a morte de 19 pessoas. O rastro de lama destruiu comunidades como Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo, impactou cidades mineiras e capixabas e devastou o Rio Doce.

A vida após a lama: G1 percorreu caminho do Rio Doce ouvindo relatos de pessoas afetadas pela tragédia de Mariana

A barragem de Fundão abrigava cerca de 56,6 milhões de m³de lama de rejeito. Desse total, 43,7 milhões de m³ vazaram. Os rejeitos atingiram os afluentes e o próprio Rio Doce, destruíram distritos e deixaram milhares de moradores da região sem água e sem trabalho.

Esse foi o maior desastre ambiental do Brasil. Apenas um mês depois, foram retiradas 11 toneladas de peixes mortos, oito em Minas e três no Espírito Santo. Três anos depois, estes estados ainda sentem os impactos ambientais.

Além disso, há moradores que perderam suas casas e a construção do lugar onde serão reassentados sequer começou.

Rompimento de barragem em Mariana — Foto: Arte G1

Fonte: G1 Minas Gerais

 

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